Caso Cláudia Lobo: Acusados de matar secretária executiva da Apae Bauru vão à júri popular em outubro
A Justiça marcou para os dias 9 e 10 de outubro o juri popular do ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti Filho, e do auxiliar de almoxarifado, Dilomar Batista, réus no processo que investiga o desaparecimento e assassinato da ex-secretária Cláudia Lobo. Em 25 de março, o juiz Fábio Correia Bonini da 4ª Vara Criminal de Bauru, proferiu a decisão de levar os réus ao Júri Popular.
Roberto Francheschetti é acusado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, e foi preso no dia 15 de agosto de 2024 como o principal suspeito no desaparecimento e assassinato de Cláudia, vista pela última vez no dia 8 de agosto de 2024.
Dilomar Batista teve sua prisão preventiva negada e responde em liberdade, sendo acusado de fraude processual e ocultação de cadáver. O ex-funcionário da instituição confirmou os fatos relacionados à ocultação do corpo da vítima durante as audiências do caso, no dia 16 de janeiro.
Além do processo por homicídio, Roberto Francheschetti também é investigado em esquema de desvio de verbas na Apae que teria inclusive motivado o assassinato de Cláudia.
As investigações sobre o suposto esquema de desvios, que envolvem também parentes de Cláudia, continuam em andamento pelo setor especializado em crimes de lavagem de dinheiro da Polícia Civil – o Seccold – e também pelo Gaeco.
Além das nove pessoas presas por suspeita de envolvimento no esquema, outras quatro são investigadas. O Gaeco - grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público - pediu o ressarcimento de R$ 10 milhões aos envolvidos por desvios na Apae.
Assassinato
Em coletiva de imprensa realizada no dia 26 de agosto de 2024, a polícia confirmou que Cláudia Lobo foi assassinada por Roberto Franceschetti Filho. Porém o corpo da secretária ainda não foi localizado. Cláudia foi morta com um único tiro disparado pelo ex-presidente da Apae dentro do carro da entidade, antes de o veículo ser abandonado na região do bairro Vila Dutra.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o presidente saindo do banco de passageiro e assumindo o volante, enquanto Cláudia vai para o banco traseiro. O carro permaneceu estacionado por três minutos, momento em que, segundo a Polícia, Roberto disparou contra Cláudia.
Após o crime, Roberto teria acionado Dilomar Batista, então funcionário do almoxarifado da Apae, a quem ameaçou para que ajudasse no descarte do corpo. Dilomar foi ouvido pela polícia e confessou ter ajudado a queimar o corpo de Cláudia sob ameaça de Roberto.
O funcionário relatou que o corpo foi incinerado em uma área de descarte usada esporadicamente pela Apae e, quatro dias depois, ele retornou ao local para espalhar as cinzas em áreas de mata ao redor. No dia do crime, Dilomar assumiu o veículo que Cláudia dirigia e o abandonou na região da Vila Dutra, de onde ele e Roberto partiram em outro veículo da instituição.
Ainda não há confirmação de que os vestígios de ossos encontrados no local indicado por Dilomar, onde Cláudia foi carbonizada, sejam realmente da funcionária. O material segue em análise no Núcleo de Biologia e Bioquímica da Polícia Científica de São Paulo.
A investigação aponta má gestão, desvio de verbas e disputa de poder na Apae como possíveis motivações para o crime.















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