Diretor de Agricultura e Meio Ambiente diz que obra no Córrego do Sapé visa evitar inundações em Bariri
A reportagem do Noticiantes foi questionada por diversos baririenses a respeito da obra pública que está sendo realizada às margens do Córrego do Sapé, nas imediações da Avenida dos Sonhos. Para sanar os questionamentos, entramos em contato com o Diretor de Agricultura e Meio Ambiente, Edson Longo Filho, que esclareceu as principais dúvidas da população.
Primeiramente, Edinho explicou por quais motivos a administração resolveu realizar a obra. Segundo o diretor, os trabalhos estão sendo executados pelo governo de São Paulo, através do SP Águas. Já o FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos de SP) financiou o estudo que indicou as necessidades a serem corrigidas no local.
“Existem estudos realizados, no âmbito do Plano Diretor de Recuperação e Revitalização dos Córregos Urbanos, que nos subsidiaram no convênio junto ao Governo do Estado, por meio do SP Águas. Esses estudos consideram as condições de assoreamento e os alagamentos em pontos de risco identificados. Os apontamentos dos estudos motivaram a Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente a realizar a obra, a fim de melhorar a fluidez do córrego e evitar inundações”, salienta o diretor.
De acordo com ele, os valores dos recursos que estão sendo disponibilizados pelo Governo do Estado para a realização da obra levam em consideração o tempo de execução e a complexidade dos serviços. A obra teve início em 02 de fevereiro de 2026, com previsão de término para daqui no máximo a 30 dias.
Outro apontamento realizado por muitos munícipes foi em relação às árvores que estão sendo removidas no local. Muitos questionaram se a Prefeitura de Bariri teria licença ambiental para os cortes.
“Com relação às autorizações, possuímos todas as necessárias: da CETESB, para intervenção em APP e supressão de árvores; e autorização do SP Águas, para a limpeza dos resíduos gerados. Há ainda, um plano firmado com a Secretaria de Meio Ambiente no SARE, prevendo o plantio de árvores nativas como compensação ambiental ao final da obra”, completa.
Denúncias anônimas realizadas por baririenses preocupados com o possível crime ambiental, chamaram a atenção de órgãos como Polícia Militar Ambiental e Ministério Público do Estado de São Paulo. Edinho confirmou que recebeu a visita dos órgãos e, posteriormente, seguiu com os trabalhos normalmente.
“Ao decorrer da obra, recebemos a fiscalização da Polícia Ambiental, que exigiu a apresentação de todas as licenças, bem como da programação da compensação ambiental junto à Secretaria de Meio Ambiente, por meio do SARE. Todos os documentos foram averiguados e confirmados, estando tudo em conformidade. Além disso, o Ministério Público também solicitou os mesmos documentos, os quais foram devidamente encaminhados. Dessa forma, todas as ações estão sendo realizadas dentro da legalidade e em conformidade com o plano de trabalho do convênio”, concluiu o diretor.
















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