“O silêncio que grita”: LAV promove evento sobre proteção de crianças e adolescentes com palestra de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni
No próximo dia 22 de abril, no Auditório da Unoeste de Jaú, o Lar Amor e Vida (LAV) promove o evento “O silêncio que grita – da dor à proteção”, com palestra ministrada por Ana Carolina Oliveira, conhecida nacionalmente após a perda trágica da filha, Isabella Nardoni em 2008. Ana Carolina é vereadora de São Paulo e se dedica a causas sociais e à defesa das vítimas de violência, especialmente crianças e mulheres.
No evento, Ana Carolina deve abordar temas como dor, justiça, propósito e transformação, a partir de sua vivência pessoal e de sua atuação pública. A proposta dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pela LAV, instituição que atua no acolhimento de crianças vítimas de violência, oferecendo proteção, cuidado e oportunidades de ressignificação de suas histórias.
Ana Carolina foi a 2ª vereadora mais bem votada de SP em 2024 e se dedica a causas sociais e à defesa das vítimas de violência, especialmente crianças e mulheres. A palestra é uma oportunidade para conhecer de perto a trajetória de Ana Carolina, inspirando outras pessoas pela força e esperança.

Morte de Isabella completa 18 anos
O crime contra Isabella Nardoni, de cinco anos, aconteceu em 29 de março de 2008, quando a menina foi esganada e jogada do apartamento onde o pai, Alexandra Nardoni, morava com a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá.
O pai e a madrasta foram presos acusados de jogar a menina pela janela do apartamento do prédio onde moravam, na zona norte de São Paulo. O caso ficou conhecido nacionalmente na época e é lembrado até hoje pela brutalidade dos fatos.
No último domingo (29), aniversário de morte de 18 anos de Isabella, Ana Carolina Oliveira publicou nas suas redes sociais um vídeo em homenagem a filha, que completaria 24 anos de idade neste mês de abril.

“Foi um dia muito difícil na minha vida, uma história que foi interrompida, mas que não acabou ali. Hoje, compreendo que Isabella deixou um legado muito maior”.
Ela também destacou que a lembrança da filha passou a representar não apenas a dor, mas o compromisso de enfrentar a violência.
“Recordar de Isabella diariamente não é apenas doloroso, mas emocionado. É lembrar que a violência está em muitos lugares e precisamos ser sua voz. Se essa é a missão que ela deixou para mim, assim farei, pois não estou sozinha. São 18 anos de luta por Isabella e por todas as outras crianças”, finalizou.















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