Parque Ecológico: Parraguinha explica tratativas com a Auren Energia e etapas a serem cumpridas a partir de agora
“Não estamos anunciando uma obra pronta; estamos mostrando um projeto que, por muito tempo, foi apenas uma possibilidade e agora começou a percorrer o caminho necessário para se tornar realidade. E isso, para nós, já é um passo muito importante.” – Wellington Polonio Bof “Parraguinha”, Diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
A Prefeitura Municipal de Bariri anunciou, na última semana, uma iniciativa que une sustentabilidade e turismo: a implantação de um Parque Ecológico às margens do Canal do Rio Tietê.
Para entender melhor a ideia, nossa reportagem entrou em contato com Wellington Polônio Bof “Parraguinha”, Diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Segundo ele, a administração saiu de uma fase predominantemente de conversas e entrou em uma etapa mais técnica com a Auren Energia.
“Depois de meses de tratativas, a Auren esteve efetivamente em campo, por meio do representante Miguel Dolce e de sua equipe, realizando o levantamento das áreas e das estruturas existentes. Isso é importante porque permite identificar com precisão a situação do local e quais serão os documentos, estudos e autorizações que a Prefeitura terá que providenciar para dar continuidade ao processo. Então, ainda estamos no começo, mas agora temos um avanço concreto”, destaca Parraguinha.
A Auren Energia é a concessionária que opera a Usina Hidrelétrica Álvaro de Souza Lima, localizada na divisa entre Bariri e Boraceia. Embora a comunicação entre Executivo e Concessionária esteja fluindo, para o Diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo, ainda é muito cedo para dizer que o projeto é algo concreto.
“O que existe é um projeto e uma intenção muito clara da Prefeitura de buscar a utilização daquela área para fins turísticos, ambientais e de lazer. Para chegarmos lá, precisamos cumprir uma série de etapas junto à Auren e também aos órgãos competentes. O importante é que o processo está avançando. Nosso papel agora é fazer tudo corretamente para transformar essa ideia em um projeto viável e, futuramente, em realidade”.
A ideia de um futuro Parque Ecológico, segundo Parraguinha, é valorizar o que a área oferece de melhor: a natureza. Para a iniciativa ser posta em ação, a prefeitura precisaria cumprir uma série de exigências e obter autorizações ambientais.
“Pensamos em um espaço de visitação, contemplação, avistamento de aves e educação ambiental, onde as famílias possam frequentar e onde também possamos receber visitantes de outras cidades. Futuramente, e sempre respeitando as autorizações ambientais, imaginamos estruturas de apoio como sanitários, quiosques, iluminação, uma pequena lanchonete e espaços de convivência. Não queremos descaracterizar a área; pelo contrário, queremos organizá-la e valorizá-la de maneira ambientalmente responsável”.
A Auren irá encaminhar à Prefeitura de Bariri a relação dos documentos, estudos e providências que deverão ser apresentados para dar início formal ao processo de concessão da área. A partir desse material, o Município poderá organizar a documentação necessária e avançar nas etapas seguintes junto à própria Auren e aos demais órgãos competentes.
“Bariri possui um patrimônio natural muito bonito e ainda pouco aproveitado do ponto de vista turístico. Somos Município de Interesse Turístico e precisamos transformar esse potencial em projetos concretos. Um espaço como esse pode reunir turismo, meio ambiente, lazer e qualidade de vida. Além de oferecer uma nova opção para a população, pode ajudar a colocar Bariri no roteiro de pessoas que procuram natureza, observação de aves e turismo regional. Talvez o maior avanço seja justamente começarmos a olhar para essas áreas não apenas como locais existentes no município, mas como patrimônio que pode ser preservado, organizado e aproveitado pela população”, finaliza Parraguinha.
















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