FIBROMIALGIA PASSA A SER RECONHECIDA COMO DEFICIÊNCIA NO BRASIL
A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ASSEGURA DIREITOS FUNDAMENTAIS ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, PROMOVENDO INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E cidadania. Mas quem, afinal, é considerado pessoa com deficiência?
De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), são consideradas pessoas com deficiência aquelas que apresentam limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais que dificultem sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.
Entre os tipos de deficiência reconhecidos estão:
Deficiência física, relacionada a limitações de mobilidade ou funcionalidade;
Deficiência sensorial, como a visual, auditiva ou multissensorial;
Deficiência intelectual, que afeta o funcionamento intelectual e adaptativo;
Deficiência mental ou psicossocial, ligada a condições de saúde mental que reduzem a autonomia.
Essas pessoas têm direitos garantidos por lei, como acesso à educação inclusiva, saúde, reabilitação, transporte adaptado, oportunidades de trabalho, lazer, além de benefícios sociais, como o BPC/LOAS, quando comprovada a vulnerabilidade econômica. A legislação também protege contra qualquer forma de discriminação.
Nova lei amplia direitos para pessoas com fibromialgia
A partir de 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia, a síndrome da fadiga crônica e a síndrome complexa regional de dor como condições que podem ser enquadradas como deficiência para fins legais.
Com isso, pessoas diagnosticadas com fibromialgia passam a poder acessar os direitos garantidos às pessoas com deficiência, desde que seja comprovado, por meio de avaliação biopsicossocial, que a condição compromete sua autonomia, funcionalidade e participação social.
Entre os direitos que podem ser pleiteados estão:
Benefícios previdenciários e assistenciais;
Aposentadoria por incapacidade, quando houver impedimento para o trabalho;
Cotas para pessoas com deficiência em concursos públicos;
Possíveis isenções fiscais previstas em lei;
Maior inclusão em políticas públicas de acessibilidade e trabalho.
É importante destacar que o reconhecimento não é automático. Cada caso será analisado individualmente por equipe multiprofissional.
Informação é ferramenta de cidadania
A nova legislação representa um avanço importante na proteção de pessoas com doenças crônicas incapacitantes, garantindo mais dignidade, visibilidade e acesso a direitos.
Conhecer a lei é essencial para exercer a cidadania. A informação jurídica não deve ficar restrita aos tribunais — ela precisa chegar à vida real das pessoas.
Por Janayna Cruvinel – Advogada
Expressando Direito: porque justiça também se escreve com sensibilidade.






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