Direita avança no Senado com 50 parlamentares eleitos no Brasil
Dezenove senadores do Partido Liberal (PL) – sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro – foram eleitos neste domingo (04). Isso equivale a 35% das 54 vagas em disputa para a Casa Alta nas eleições deste ano.
Com isso, a bancada do PL no Senado continua a ser a maior, mas vai praticamente dobrar de tamanho, subindo de 15 para 28 senadores. Todos os representantes de Rondônia e Santa Catarina serão do PL na próxima legislatura.

O número leva em conta os candidatos eleitos para o Senado e as mudanças decorrentes da saída de Sergio Moro (PL) e Cleitinho (Republicanos), que deixarão a Casa Alta após vencer o Executivo estadual em primeiro turno: Cleitinho foi eleito Governador de MG e Moro Governador do Paraná.
Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conseguiu eleger 6 senadores nas eleições deste ano. O número de parlamentares na Casa, contudo, permanece em nove cadeiras.
Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram os escolhidos do eleitorado paulista para representar o estado no Senado entre 2027 e 2035. Derrite teve 13.273.880 votos (30,6% dos votos válidos), e Prado, 12.703.089 votos (29,3% dos votos válidos). Ambos exercerão o primeiro mandato na Casa.

O aumento de cadeiras no Senado Federal era almejado pela direita brasileira como forma de avançar em pautas conservadoras e conter ações do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o impeachment de ministros da Suprema Corte é uma atribuição da Casa Alta.
Em ato na avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores: “me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente”.















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