Família Acolhedora: LAV expande serviço para Itapuí, Bocaina e passa a atender Macatuba a partir de maio

Família Acolhedora: LAV expande serviço para Itapuí, Bocaina e passa a atender Macatuba a partir de maio

Referência regional, o Lar Amor e Vida (LAV) de Bariri segue ampliando a oferta do serviço de Família Acolhedora para toda região. Além dos municípios de Bariri, Bocaina e Itapuí, a partir de maio, a cidade de Macatuba também passará a contar com a Família Acolhedora.

O Serviço de Família Acolhedora tem como objetivo acolher temporariamente crianças e adolescentes em um ambiente familiar, garantindo um olhar individualizado e assegurando o direito à convivência familiar e comunitária.

“Começamos a sermos procurados pelos municípios menores. A Família Acolhedora é um verdadeiro sucesso! Participamos do chamamento em Macatuba e vencemos para começar o convenio em maio. Neste ano, também iniciamos convênio com Itapuí e Bocaina. O serviço que começou com um projeto piloto em Bariri se expande cada vez mais. Contamos com muita articulação e apoio do Ministério Público de Jaú, o qual agradecemos o reconhecimento”, desta Gabriela Prado, Coordenadora da LAV.

O encaminhamento para uma família acolhedora ocorre quando o juiz expede uma medida protetiva de acolhimento direcionando para o SFA, relacionada a um infante em situação de abandono ou afastada do contexto familiar por ameaça ou violação de direitos. O serviço, possibilita que a criança seja recebida e cuidada temporariamente na casa de uma família acolhedora. Cada Família Acolhedora recebe uma criança por vez, exceto quando aceita acolher um grupo de irmãos. 

Entre os 39 municípios que compõem a regional da DRADS Bauru, apenas quatro executam o serviço — e Bariri é um deles. Segundo a LAV, a Convenção Nacional da Infância e Juventude (CNJ) estabeleceu como meta que, até 2027, pelo menos 25% dos acolhimentos sejam realizados em famílias acolhedoras. Atualmente, o índice é de aproximadamente 6%.

“Com a execução do Serviço A-COR-DAR, a LAV contribui ativamente para que essa meta se torne realidade e para que os rumos da infância e adolescência no país avancem rumo a uma nova forma de cuidado — mais humana, afetiva e transformadora”, completa a entidade.

Para se tornar uma família acolhedora, basta procurar a sede do Lar Amor e Vida e se inscrever no programa. A família acolhedora pode ser em qualquer formato, como uma pessoa aposentada, que não teve filhos, que já criou filhos ou que está criando filhos, por exemplo.  Os voluntários selecionados são acompanhados por uma equipe de profissionais para receber crianças em situação de vulnerabilidade.

As etapas de preparação consistem inicialmente em palestras, visitas domiciliares, entrevistas, questionários e cursos de qualificação. Durante o acolhimento haverá um acompanhamento da criança, da família acolhedora e da família de origem. Este acompanhamento é realizado pela equipe da LAV e do Sistema de Garantia de Direitos do município, através de atendimentos individuais e familiares, visitas domiciliares e articulações com as políticas públicas necessárias.