Corpo de Bombeiros de Bariri resgata dois tamanduás em semana atípica; Sargento Adalberto explica os cuidados no trato com animais silvestres

Corpo de Bombeiros de Bariri resgata dois tamanduás em semana atípica; Sargento Adalberto explica os cuidados no trato com animais silvestres

Dois tamanduás, um bandeira e um mirim, deram as caras no perímetro urbano de Bariri na última semana. Os animais foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e, após avaliação veterinária, acabaram devolvidos à natureza.

O primeiro resgate, do tamanduá-bandeira, ocorreu quinta-feira passada (13), na avenida Perimetral Prefeito Domingos Antonio Fortunato, a via Expressa Sul. O tamanduá-bandeira pode medir entre 97 e 120 cm de comprimento (apenas de seu corpo). Já a cauda, varia entre 65 e 90 cm. Ele foi solto em uma área natural conhecida como “reforma agrária”, localizada entre os municípios de Bariri, Bocaina e Jaú.

Um dia depois, na última sexta-feira (14), foi a vez do tamanduá-mirim visitar o bairro Jardim Esperança II, nos altos da cidade. A captura ocorreu na avenida Pedro Ferreira.

Como próprio nome sugere, o tamanduá mirim tem porte menor que o bandeira. Por ter um padrão de coloração da sua pelagem que lembra a um “colete” negro, também é conhecido como tamanduá-colete. Não possui dentes e sua língua pode chegar a 40 cm de comprimento.

Sargento Adalberto, Comandante do Grupamento dos Bombeiros de Bariri, destaca que a orientação, no caso de o munícipe encontrar qualquer animal silvestre, é acionar a corporação através do 193.

“Na maioria dos casos, os animais silvestres que não são muito comuns nas áreas urbanas, passam por avaliação veterinária para que então, sejam soltos posteriormente. O local de soltura é discutido entre a Corporação, Polícia Ambiental e com os próprios veterinários em caso de avaliação. Os treinamentos para o manejo e captura são feitos ao longo do ano durante nossas rotinas, com materiais específicos e em alguns casos, em cursos específicos para isso”, explica.

De acordo com ele, fatores como desmatamento, queimadas, busca por alimentos e fuga de predadores, contribuem para o surgimento desses animais em áreas urbanas. Dois tamanduás na mesma semana, no entanto, é um evento considerado raro.

“Desse tipo e porte de animal silvestre não foram registrados muitos casos esse ano, sendo uma ocorrência que foge um pouco da rotina, ainda mais com dois na mesma semana”, finaliza o sargento.

Matar, perseguir, caçar ou apanhar animais silvestres sem autorização é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/98. A pena para quem comete esse crime é de detenção de seis meses a um ano, além de multa. A pena é aumentada pela metade se o crime for cometido contra espécies raras ou ameaçadas de extinção. A lei também proíbe maus-tratos contra animais silvestres, a introdução de espécies exóticas e a posse, venda, exportação ou transporte de animais silvestres ou seus produtos sem autorização.

Denuncie crimes ambientais através do 190. O órgão responsável pela fiscalização é o Ibama, que atua em conjunto com polícias para coibir o tráfico e a caça ilegal.

 

Olha a cobra!

Também na última semana, moradores do Jardim Esperança I acionaram a Diretoria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, ao encontrarem duas jiboias em uma área verde localizada na Alameda Sebastião Moisés.

O diretor da pasta, Edson Longo, foi pessoalmente até o local, acompanhado de Sincler Policarpo do Setor de Meio Ambiente. Equipes da Polícia Militar Ambiental e fiscalização ambiental também prestaram apoio à ocorrência. As cobras foram capturadas e devolvidas à natureza em outra área longe das residências.

Jiboia são cobras não peçonhentas, ou seja, não são venenosas. Dessa maneira, a principal estratégia de captura desses animais é a constrição.