Fiscalização Ambiental de Bariri vai apurar venda clandestina de chumbinho no comércio local, após morte de cão resgatado pelo Focinho Carente

Fiscalização Ambiental de Bariri vai apurar venda clandestina de chumbinho no comércio local, após morte de cão resgatado pelo Focinho Carente

A morte do cãozinho “Valente” acendeu um alerta para a comercialização irregular do agrotóxico Aldicar, popularmente conhecido como “chumbinho”. A Associação Focinho Carente resgatou o animal na rua Mário Simonette nesta segunda-feira (14). O cão comunitário foi encontrado caído em uma calçada agonizando. Ao lado dele, os voluntários da entidade encontraram um pedaço de pão com porções de chumbinho.
Valente recebeu atendimento em uma clínica veterinária particular. Apesar dos esforços, infelizmente o animal veio à óbito na terça-feira (15). Por meio da presidente Letícia Catanzini, o Focinho Carente pediu abertura de investigação para apurar qual estabelecimento realizou a venda do veneno.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), define o chumbinho como um produto clandestino, que não possui registro em nenhum órgão do governo. Apesar de o uso da substância ser considerado infração sanitária, muitos estabelecimentos descumprem a regra por falta de fiscalização.
Em resposta ao ofício aberto pela entidade, o Setor de Meio Ambiente informou que “foi realizado vistoria com intuito de identificar-se o responsável pelo ato prático, no entanto sem sucesso de informações. Para continuidade do processo requer subsídios quanto a identificação do possível autor, que devido à falta de identificação e tendo vista não haver ninguém que possa relatar ou testemunhar o corrido dificulta a responsabilização do autor”.
Em nota enviada à nossa reportagem, Sincler Policarpo, chefe do Setor de Meio Ambiente de Bariri, disse que o processo continua em aberto. Caso alguém queira denunciar a venda irregular, basta entrar em contato com a prefeitura.
Ele garantiu que o Meio Ambiente irá realizar fiscalização em estabelecimentos comerciais da cidade para apurar se existe a venda clandestina do chumbinho nos locais.

“A princípio, nesse momento, conforme está nesse parecer, não houve a identificação do autor. Com relação ao comércio, a fiscalização ambiental municipal fará visita nos estabelecimentos, com objetivo de identificação dos comércios que realizam a venda. Sabemos que o comércio normalmente não vende esse produto, mas a comercialização pode ocorrer de maneira clandestina”, disse Sincler.


À título de conscientização, a Fiscalização Ambiental Municipal recomendou a confecção de materiais informativos de conscientização contra a venda do produto em razão do teor e uso.

“No aguardo de possíveis testemunhas ou identificação do autor, a Fiscalização Ambiental manterá o presente processo aberto por 60 dias. Posteriormente, será arquivado por falta de elementos básicos necessários para continuidade. Evidentemente, havendo qualquer indício ou informações novas, será dado continuidade visando a responsabilização do possível autor conforme se determina a lei”, finaliza a nota.