Homofobia: fotógrafo tem duas costelas quebradas ao ser agredido por mais de 10 pessoas avenida de em Bauru
Um jovem foi violentamente agredido por mais de 10 pessoas na madrugada de domingo (13), na avenida Getúlio Vargas, em Bauru. O caso foi denunciado pelas redes sociais através do Coletivo Existir. De acordo com a postagem do presidente do grupo LGBTQIA+, Anderson Leno Barbosa, o ataque foi motivado por homofobia.
Bruno Unikowsky sofreu fraturas e precisou se esconder em um matagal para escapar dos agressores, segundo a publicação. Mesmo gravemente ferido, ele conseguiu anotar a placa do carro usado pelos agressores, o que pode ser fundamental para a identificação dos responsáveis.
A agressão ocorreu nas proximidades da balada Cali e de uma agência do Banco do Brasil. A vítima teve um dedo e duas costelas quebradas durante a violência.
Em nota pública, o Coletivo Existir repudiou o que classificou como uma “violência brutal e covarde” e exigiu investigação rigorosa por parte das autoridades. A entidade também lembrou que homofobia é crime e não pode ser tolerada.
O coletivo pede apoio da população para esclarecer o ataque ao jovem, que mora em Londres e é fotógrafo de moda, com trabalhos em revistas como Vogue, Harper's Bazaar, Glamour e L’Officiel.
Anderson Leno Barbosa pede a moradores e comerciantes da região da avenida Getúlio Vargas que possuam câmeras de segurança para verificar imagens que ajudem a esclarecer o caso. O coletivo garante que todas as informações recebidas serão tratadas com sigilo e responsabilidade.
“Existir não pode ser um risco”, afirma a nota. O grupo presta solidariedade à vítima e reforça o compromisso de combater atos de ódio. Com duas costelas e um dedo quebrados, Bruno Unikowsky está internado no Hospital de Base de Bauru, na companhia da mãe, que reside na cidade.
Assim que receber alta, a vítima deverá registrar boletim de ocorrência. A advogada Amanda Bassoli, que preside o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Bauru (Cads), já colocou a entidade à disposição para acompanhar o registro no plantão da Polícia Civil, além de acionar autoridades, se necessário.
Fonte: JC / Sampi Net















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