Hospital Amaral Carvalho vira manchete nacional por pesquisa inovadora que usa cera do ouvido para antecipar o diagnóstico de câncer

Hospital Amaral Carvalho vira manchete nacional por pesquisa inovadora que usa cera do ouvido para antecipar o diagnóstico de câncer

O Hospital Amaral Carvalho (HAC), de Jaú, foi notícia no Jornal Nacional, no último sábado (20), com a reportagem de uma pesquisa inovadora que pode transformar a forma como diagnosticamos o câncer.

Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com o HAC, estão pesquisando o uso da cera do ouvido para antecipar o diagnóstico da doença. De acordo com o professor Nelson Antoniosi Filho, coordenador da pesquisa, o cerume permite diagnosticar etapas anteriores ao câncer.

“Se nosso organismo está bem, a composição química da cera do ouvido é uma. Se ele tá com alguma alteração que possa implicar numa doença, essa composição se altera. Então a cera de ouvido pra nós hoje é como se fosse uma impressão digital da nossa condição de saúde”, explica Nelson.

Essa pesquisa, usando a cera do ouvido, começou há 10 anos e, desde então, as descobertas têm sido promissoras. Primeiro, os cientistas detectaram diabetes e câncer. Agora, o estudo alcançou uma nova informação que deixou os pesquisadores ainda mais entusiasmados.

O estudo, que contou com a participação de 751 voluntários, revelou resultados impressionantes: em cinco casos, a análise da cera do ouvido identificou substâncias atípicas, sinalizando possíveis indícios de câncer, confirmados posteriormente por exames convencionais.

Além disso, a pesquisa também analisou amostras de pacientes em tratamento oncológico e a cera indicou corretamente a presença da doença em todos os casos. O resultado da pesquisa foi publicado numa das mais importantes revistas do mundo, a Scientific Reports.

Dra. Patrícia Milhomen, médica oncológica do Hospital Amaral Carvalho, diz que a técnica (que ainda depende de regulamentação) traz avanços e pode tornar o diagnóstico rápido mais acessível.

“Se tudo correr como a gente imagina, num futuro próximo, tendo as aprovações necessárias, ele é um teste que é de fácil coleta. E o custo a gente estima que vai ser baixo, então realmente com impacto social importantíssimo”, afirma Patrícia.