Racismo na Creche Leonor: Polícia Civil já ouviu testemunhas e analisa imagens que mostram suposta agressão de professora contra criança

Racismo na Creche Leonor: Polícia Civil já ouviu testemunhas e analisa imagens que mostram suposta agressão de professora contra criança

O inquérito aberto pela Polícia Civil de Bariri, através do delegado dr. André Luiz Ferreira, para investigar possível ato de racismo praticado por professora contra dois alunos da creche Leonoir Mauad Chidid, continua aberto. O caso que estourou na imprensa local e regional em 09 de junho, repercutiu e causou revolta em todo o município.
A denúncia aponta que uma professora, identificada pelas iniciais G. F. S., teria cometido racismo contra pelo menos duas crianças. O fato, que teria ocorrido em sala de aula – e inclusive, presenciado por outras funcionárias da creche – foi relatado de forma anônima ao Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Bariri.
Em paralelo ao racismo, a mesma docente também foi acusada de agredir uma criança. O episódio que mostra a suposta agressão foi registrado por câmeras de segurança e monitoramento instaladas na sala de aula.
À nossa reportagem, o delegado dr. André Ferreira, disse que todas as testemunhas já foram ouvidas pela Polícia Civil.

“O inquérito ainda está no prazo e os investigadores estão fazendo a análise das imagens que chegaram. Temos 30 dias para concluir. Foram ouvidas de quatro a cinco pessoas que presenciaram o fato e as imagens estão sendo analisadas”, disse dr. André.


Já Clarina Genaro Genaro, Presidente do Conselho da Comunidade Negra, alega que o órgão ainda está prestando assistência à família das vítimas. “Continuamos acompanhando. Todas as medidas em relação ao caso foram feitas e estamos aguardando o resultado”, garantiu.

Relembre o caso

A denúncia anônima relatada ao Conselho da Comunidade Negra afirma que as vítimas sofreram “atitudes discriminatórias ocorridas durante o período regular de atendimento, indicando tratamento diferenciado e possivelmente vexatório, com base em características raciais”.
O inquérito de “preconceito de raça e cor por prática de discriminação”, foi aberto no mesmo dia que o caso estourou na imprensa, 09 de junho. Na oportunidade, a Polícia Civil de Bariri cumpriu diligências na Creche Leonor, conversou com a diretora da unidade, Lucilene Grigolin, com professoras e também com Agentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs). 
Três dias antes, o Prefeito Municipal de Bariri, Airton Pegoraro (Avante), afastou a professora G. F. S. do cargo pelo período de 60 dias, para apuração da suposta agressão. O Processo Administrativo Disciplinar também segue em andamento.