Café fabricado em Bariri tem comercialização suspensa no Paraná e vira compostagem, após inspeção constatar “impurezas e matérias estranhas”
Uma cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) garantiu a destinação ambientalmente adequada de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos por fiscalização da qualidade vegetal. O material foi encaminhado para compostagem em atividade realizada no Campus Botânico da UFPR.
Após fiscalização conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), todo o lote de café torrado e moído da marca “Made in Brazil” (fabricada em Bariri), adquirido pela UFPR para consumo interno, teve a comercialização suspensa por apresentar impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação. O produto permaneceu armazenado até a definição de sua destinação final. O número do lote não foi informado.

Segundo a superintendente de Logística da UFPR, Denise Regina Zanatta Costa, a destinação adequada do material representou uma alternativa sustentável para o descarte do produto irregular.
“Ao optar pela compostagem, transformamos um material que seria descartado em matéria orgânica aproveitável, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para práticas ecologicamente corretas”, afirmou.
A compostagem é o processo biológico de reciclagem de resíduos orgânicos. Por meio da decomposição natural feita por microrganismos e minhocas, restos de alimentos e podas de jardim são transformados em um adubo rico em nutrientes, reduzindo o lixo destinado aos aterros sanitários e evitando a emissão de gás metano.
O material foi encaminhado para compostagem em um dos campus da UFPR em Curitiba, onde foi incorporado a uma leira junto com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas para reciclagem. O composto gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo na própria Universidade.
Nossa reportagem entrou em contato via e-mail com o café Made in Brazil, pedindo uma nota de esclarecimento. Em pronunciamento, a empresa afirma que o lote do café que foi apreendido pertence a uma fiscalização do MAPA realizada em 2024, que havia sido desclassificada na época:
"Lamentamos profundamente a publicação do texto pela Universidade Federal do Paraná a respeito de um assunto requentado de 2024, quando houve a fiscalização do MAPA e a constatação de um lote do Café Made In Brazil com problemas ocasionados por uma falha de processo em nosso maquinário.
Na época, fizemos o recolhimento do lote em todas as instituições que receberam o lote deste café.
No caso específico da matéria em questão, a UFPR não solicitou o recolhimento.
Vale ressaltar que aquele problema de 2024 foi resolvido, tanto que recebemos outras fiscalizações e não tivemos mais nenhuma notificação a respeito do assunto.
A publicidade novamente em cima de um assunto de 2024 causa espanto, visto que trabalhamos diariamente para melhorar nossos processos e colocar na mesa um café de qualidade. São mais de 40 anos de história pautada nesse ideal, o qual jamais vamos abrir mão."















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