Infestação de moscas: Meio Ambiente inspecionou granja, usina, confinamento de gado e outas empresas de Bariri para averiguar possíveis focos
A reclamação de moradores dos bairros Jardim Primavera, Cidade Jardim, Jardim Yang, Jardim Maria Luiza, Jardim Pavão e arredores é uma só: “minha casa está infestada de moscas”. No decorrer desta semana, o Noticiantes recebeu inúmeras denúncias e reclamações sobre o aumento da propagação dos insetos em Bariri.
De acordo com o apurado por nossa reportagem, A Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente está trabalhando em conjunto com a Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária para investigar a origem do foco, bem como as possíveis razões da proliferação dos insetos em área urbana.
Segundo Sincler Policarpo, chefe do Setor do Meio Ambiente, a Fiscalização Ambiental do município acionou a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, unidade de Jaú, que deslocou dois médicos-veterinários e um engenheiro agrônomo para cumprir diligencias em vários estabelecimentos de Bariri.
A primeira vistoria foi realizada no dia 06 de maio, em uma granja localizada próxima ao bairro Jardim Primavera, local que até então levantava suspeitas de irregularidades. Segundo parecer da Defesa Agropecuária: “não foram verificadas inconformidades sanitárias e o local encontra-se registrado junto ao sistema de Defesa Agropecuário estadual, com certificado renovado anualmente”.
Já no dia 14 de maio, também foi realizado um levantamento de possíveis focos de atração e proliferação de moscas. Diante de suspeitas relacionadas à aplicação de vinhaça, a Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente entrou em contato com o setor ambiental da usina DCBio, para questionar o uso do produto em uma lavoura localizada em um raio de até dois quilômetros de um dos bairros afetados.
“O responsável pela usina informou que a aplicação da vinhaça é realizada por meio de pulverização e que, após o procedimento, é utilizado bioinseticida para evitar a atração de moscas. Além disso, uma equipe de campo da própria usina esteve no local e não identificou acúmulos ou poças de vinhaça”, disse Sincler.
A Fiscalização Ambiental também realizou vistoria em um confinamento de gado localizado a aproximadamente 1,5 km do Jardim Primavera.
“Durante a inspeção, não foram encontradas irregularidades. Ainda assim, foram feitas orientações preventivas para evitar a atração e proliferação de vetores. A Defesa Agropecuária, durante a visita à granja, também esteve no confinamento e não constatou irregularidades no manejo ou nos processos de operação, de acordo com as normas vigentes”.
Atualmente, seguem em andamento vistorias em propriedades rurais num raio de até 3 km da área afetada, com o objetivo de verificar possíveis usos de vinhaça que possam estar contribuindo para a proliferação de moscas.
“Na área urbana, também serão realizadas inspeções em empresas que possam representar potencial atrativo para moscas. Caso sejam identificados focos, os responsáveis serão orientados a realizar o combate e controle adequados, incluindo instalação de armadilhas e dedetização por profissionais habilitados. Ressaltamos que o município segue empenhado na identificação de possíveis locais favoráveis à proliferação de moscas, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Caso sejam constatadas irregularidades ou focos responsáveis pelo problema, os órgãos competentes serão acionados para adoção das medidas cabíveis”, finalizou Sincler.
Além da questão estética e do incômodo, as moscas representam riscos reais à saúde. Elas pousam em superfícies contaminadas como: lixo, fezes e carcaças e depois migram para a comida e utensílios das casas. Esses insetos podem transmitir doenças como: salmonela; disenteria; febre tifoide; cólera; e E. coli.















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