Focinho Carente rebate acusações sobre caso de cão atropelado no Maria Luiza 3 e aciona jurídico contra “calúnia e difamação”

Focinho Carente rebate acusações sobre caso de cão atropelado no Maria Luiza 3 e aciona jurídico contra “calúnia e difamação”

A Associação Francisco de Assis Protetora dos Animais de Bariri (AFAPABI), entidade também conhecida como “Focinho Carente”, veio à publico esclarecer uma situação envolvendo o nome da organização, conforme nota oficial divulgada nesta terça-feira (20).

Tudo começou no último domingo (18), quando o Focinho Carente recebeu pedido de ajuda para socorrer um cão que havia sido atropelado por um motociclista no bairro Jardim Maria Luiza 3.

Segundo a entidade, como é de praxe, foi publicado nas redes sociais um pedido de doação via pix, visto que animais atropelados necessitam de cuidados veterinários urgentes. Ainda de acordo com o Focinho Carente, uma voluntária se descolocou até o bairro para verificar a situação do animal e, ao chegar ao local, o cão já havia sido acolhido por seu tutor responsável.

O Focinho Carente alega que, assim que soube que o animal possuía tutor, atualizou a publicação nas redes sociais que pedia doações, afirmando que as custas ficariam por conta dos responsáveis. 

 

Segunda-feira (19), um internauta publicou uma crítica à entidade, afirmando que “mulher do Focinho Carente apareceu lá, não colocou a mão no animal, somente tirou a foto e colocou o pix pedindo ajuda. Não repassou 1 real recebido pra família”.

 

 

Nossa reportagem entrou em contato com Letícia Cantazini, presidente da Associação. Letícia explicou que, no meio de tempo entre a publicação e a ida da voluntária até o local onde o cão fora atropelado – e onde foi constatado que havia um tutor – foram arrecadados cerca de R$ 500,00 de doações para este caso. 

O valor, conforme salientou Letícia, seria revertido para outros casos pois a entidade possui mais de R$ 30 mil em dívidas em clínicas veterinárias decorrentes de outros atendimentos prestados a animais de rua. 
 

“Assim que essa informação foi confirmada, atualizamos imediatamente a publicação, informando que o tutor havia sido localizado e que ficaria responsável pelo animal. Mantivemos contato com o tutor que nos atualizou sobre a situação do animal. Mesmo assim, passamos a sofrer ataques e acusações injustas, afirmando que teríamos ido ao local apenas para tirar foto e estaríamos utilizando indevidamente valores arrecadados, o que não é verdade. A foto compartilhada do animal foi enviada pela pessoa que solicitou ajuda, não por nossos voluntários. O valor arrecadado não foi utilizado neste caso, pois o animal possui tutor. Esse valor será utilizado para abater nossa conta veterinária referente a atendimentos de emergência já realizados em animais de rua sem tutores e ou sob responsabilidade do abrigo. O Focinho Carente não possui condições financeiras de assumir casos de animais que têm tutores. Nosso trabalho é voltado, principalmente, para animais em situação de RUA, abandono e maus-tratos, que não têm absolutamente ninguém por eles”, diz o pronunciamento oficial.

Em outra publicação realizada na sequência, a entidade refletiu: “Quando não existir mais Focinho Carente em Bariri, esperamos que essas pessoas assumam e façam melhor”. Por fim, o Focinho Carente ainda afirmou que pretende acionar a justiça contra calúnias e difamações que envolvem o nome da entidade.

Após a polêmica, Letícia informou que a Associação havia optado por devolver os valores arrecadados aos doadores, salientando que os doadores são sempre as mesmas pessoas e possuem conhecimento que, se o valor doado para alguma causa é superior ao necessário, o resto do montante vai automaticamente para a entidade utiulizar para pagar custas veterinárias de outros casos.Nesse caso em específico, porém, as custas da arrecadação serão destinadas para custear a cirurgia do aninal. 

Sobre o cão acidentado, Letícia informou que o animal estava na Clínica Zoomed, mas que os tutores o retiraram do local. Devido aos ferimentos, o cachorro precisará ser submetido à cirurgia. A Associação Focinho Carente está em contato com os tutores solicitando informações sobre o estado de saúde do cão, em qual clínica será feita a cirurgia para poderem repassar o valor. Até a publicação desta reportagem, a entidade afirmou que não obteve retorno.

“A difamação e afirmação de inverdades relacionadas a nós será levada aos meios legais porque não dá mais pra ficarem impune em relação à falas mentirosas…isso prejudica diretamente o trabalho que nós realizamos que já é tão difícil e escasso de ajudas. Nossa voluntária saiu de casa num domingo à noite pra ir até o Maria Luiza 3, e ainda receber ataques. Já acionamos nossos advogados”, finaliza a nota.