Greve de servidores? Sindicato convoca assembleia para discutir possível paralisação de professores, ADIs e demais categorias que reivindicam maior reajuste salarial em Bariri

Greve de servidores? Sindicato convoca assembleia para discutir possível paralisação de professores, ADIs e demais categorias que reivindicam maior reajuste salarial em Bariri

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri convocou uma Assembleia Geral Extraordinária às 17h30 da próxima segunda-feira (02). Segundo o edital de convocação divulgado nesta sexta-feira (27), a reunião terá o objetivo de discutir uma possível paralisação de diversas categorias de servidores, insatisfeitos com o reajuste salarial aplicado em janeiro.

Em especial, as Agentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs), categoria formada por 123 profissionais no quadro de funcionários da prefeitura, reivindica o cumprimento da lei 15.326/2026, publicada no Diário Oficial da União em 6 de janeiro de 2026.

Com a nova lei, as ADIs passam a ser oficialmente reconhecidos como professores e passam a integrar a carreira do magistério. Isso assegura que todos os que possuem a formação exigida por lei e atuam na educação infantil pertençam à mesma carreira e gozem dos mesmos direitos e benefícios do magistério público.

Já o magistério, reivindica o cumprimento da Medida Provisória (MP) nº 1.334, que alterou a Lei nº 11.738, referente ao novo piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou a MP em janeiro, que definiu reajuste de 5,4% no piso dos professores. O valor passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026 – um aumento de R$ 262,86. O percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação medida pelo INPC de 2025, que foi de 3,9%.

Além dos professores e ADIs, outras diversas categorias estão reivindicando revisão no ajuste salarial aplicado pela administração em janeiro. Aprovada pelo Legislativo, a proposta corrigiu em 1% (um por cento) as tabelas de vencimentos dos servidores municipais e autarquia Saemba, com reenquadramento dos empregados e cargos públicos para novas referências salariais. Já o vale-alimentação, passou de R$ 1.100,00 para R$ 1.200,00 neste ano.

O incômodo de Sindicato e servidores foi causado principalmente após a última sessão ordinária, na qual a Câmara aprovou (com o voto de minerva do presidente) o reenquadramento salarial dos procuradores jurídicos do município.

“A Diretoria do Sindicato salienta que o pedido de deflagração do estado de greve foi solicitado pelas servidoras, em maior número pelas ADIs, que estão esperando um chamado do prefeito, pelo menos para fazer uma comissão para levantamento de estudo financeiro da Lei 15.326/2026. A deliberação dos professores é o 5,14% de medida provisória da lei federal do piso dos professores. As categorias também destacam seu descontentamento em relação ao reajuste bem acima do esperado a uma única categoria, que foi dos procuradores jurídicos – jurídico esse da prefeitura que a maior parte dos servidores reclama por estar em home office”, disse Gilson de Souza Carvalho, Presidente do Sindicato.

Segundo ele, outra pauta que será discutida na assembleia da próxima semana diz respeito à Lei Complementar nº. 226/2026, conhecida como “Lei do Descongela”.

Sancionada em janeiro de 2026, a medida restabelece a contagem de tempo de serviço de servidores públicos federais, estaduais e municipais congelada durante período de pandemia da Covid-19 (28/05/2020 a 31/12/2021). A lei autoriza o pagamento retroativo de direitos como quinquênios, anuênios, triênios, sextas-partes e licenças-prêmio aos funcionários públicos.

“A Lei do Descongela já está aprovada pelo Governo Federal, mas o prefeito, junto de sua assessoria jurídica, diz que não cabe agora fazer isso por falta de orçamento – e não é isso o que a lei está determinando. Enfim, são muito descontentamentos dos servidores, sem contar algumas coisas que estão chateando muito servidores há tempos, como as denúncias de coação, excesso de sindicâncias... Temos tudo isso para ser tratado na assembleia de segunda-feira a partir das 17h30 (na primeira chamada) e às 18h00 (em segunda chamada). Além de todos esses assuntos em pauta, vamos discutir se a prefeitura vai ser acionada ou não sobre o estado de greve”, finalizou Gilson.