Fevereiro Roxo: Paulo Crepaldi cria projetos de lei em prol de pessoas acometidas por fibromialgia

Fevereiro Roxo: Paulo Crepaldi cria projetos de lei em prol de pessoas acometidas por fibromialgia

A campanha Fevereiro Roxo é voltada à conscientização e ao enfrentamento de doenças como o Lúpus, a Fibromialgia e o Doença de Alzheimer, buscando sensibilizar a sociedade quanto à relevância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acolhimento às pessoas acometidas por essas condições. Nesse contexto, o vereador Paulo Fernando Crepaldi (PSB), apresentou ao Legislativo de Bariri iniciativas em prol das pessoas diagnosticadas com fibromialgia.

A enfermidade crônica atinge aproximadamente 3% da população brasileira, com maior prevalência entre mulheres, caracterizando-se por dores generalizadas nas articulações, músculos e tendões, além de fadiga intensa, distúrbios do sono e impactos emocionais, como ansiedade e depressão.

“A fibromialgia é uma realidade que precisa ser reconhecida com seriedade e sensibilidade pelo poder público. Nosso objetivo é garantir direitos, promover respeito e assegurar que essas pessoas tenham acesso digno aos serviços de que necessitam. Seguiremos trabalhando e ouvindo a população para avançar cada vez mais nessa pauta tão importante.”, destaca Crepaldi.

Confira abaixo os projetos de lei propostos pelo vereador:

• Projeto de Lei nº 28/2025: Institui medidas de proteção às pessoas acometidas por fibromialgia, síndrome da fadiga crônica e síndromes correlatas, foi devidamente promulgado, convertendo- -se na Lei Municipal nº 5.405/2025, representando significativo avanço na consolidação de direitos e no reconhecimento das necessidades específicas desses pacientes no âmbito municipal. A matéria foi aprovada e teve a lei promulgada pela Câmara em 5 de dezembro de 2025.

• Projeto de Lei nº 05/2026: Criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia (CIPEP). A iniciativa assegura atenção integral e facilita o acesso aos serviços públicos e privados, especialmente nas áreas da saúde, educação e assistência social. Matéria apresentada nessa última sessão ordinária; está tramitando nas comissões e entrará em votação no próximo mês.

 

Diagnóstico e sintomas da fibromialgia

Não há um exame específico para detectar a fibromialgia. A identificação do quadro acontece a partir da avaliação médica. O reumatologista analisa os sinais apresentados, o tempo em que a dor persiste e investiga outras condições que possam causar sintomas semelhantes. De modo geral, o diagnóstico é considerado quando a dor permanece por mais de três meses e surge junto de queixas como cansaço constante e sono de má qualidade.

A fibromialgia não está presente apenas em um local do corpo. Pescoço, ombros e costas são áreas mais afetadas e constantemente citadas pelos pacientes. Quadris, braços e pernas também costumam doer bastante. A dor tende a se concentrar em regiões onde há maior tensão muscular, mas pode mudar de local ao longo dos dias. Confira os principais sintomas:

• Sono não reparador: Dormir muitas horas não significa descansar bem. Ao acordar, sentem o corpo pesado e dolorido. A má qualidade do sono intensifica outros sintomas, como a dor e o cansaço;

• Fibronévoa (Fibro Fog): Esse termo descreve lapsos de memória e dificuldade de concentração. A pessoa pode esquecer compromissos, perder o fio da conversa ou ter dificuldade para focar em tarefas simples. Não está ligado à perda de inteligência, mas ao impacto da condição no funcionamento do cérebro;

• Rigidez: A rigidez muscular é mais comum ao acordar ou após longos períodos parados. O corpo parece travado, principalmente no pescoço, costas e pernas. Com o movimento, essa sensação pode diminuir, mas nem sempre desaparece por completo;

• Sintomas somáticos: Além da dor muscular, podem surgir outros desconfortos físicos, como dor de cabeça constante, sensação de inchaço, alterações intestinais e dor abdominal. Esses sintomas confundem o diagnóstico, pois parecem não ter relação direta entre si;

• Alterações de humor: Ansiedade e tristeza podem aparecer com frequência. Isso não significa que a fibromialgia seja psicológica, mas que conviver com dor constante afeta o emocional. O estresse também tende a piorar os sintomas físicos.

• Sensibilidade sensorial: Luz forte, barulho alto, cheiros intensos ou até o toque da roupa na pele podem causar incômodo. Essa sensibilidade intensa faz parte do quadro e pode variar ao longo do tempo.