Bariri: semana é marcada por ameaça de bomba em escola e mais mortes de animais por envenenamento
“Estou extremamente indignada com o que aconteceu na escola do meu filho. Um morador vizinho soltou várias bombas no ambiente e meu filho chegou em casa relatando que foram muitas explosões, a ponto de sentir dor no ouvido. Ele tem apenas 6 anos, e outras crianças entre 4 e 6 anos foram expostas a essa situação aterrorizante. Tudo isso porque alguém se incomodou com o barulho natural das crianças. É inaceitável que um ato tão perigoso possa acontecer ao lado de uma escola. Exijo que as autoridades competentes tomem medidas rigorosas para garantir a segurança das crianças e de toda a comunidade escolar, e que se faça justiça de forma efetiva para que isso não se repita.” – Mãe de aluno da Emei IV em comentário publicado no Facebook do Noticiantes.
O mês de setembro começou com ocorrências policiais que marcaram a semana em Bariri. Segunda-feira (01), professores, funcionários, alunos e pais de crianças que estudam na Emei IV “Prof.ª Yone Belluzzo Foloni”, no Jardim Maravilha, viveram momentos de tensão: um homem, cuja identidade não foi divulgada, atirou bombas do tipo “morteiro” na unidade escolar, causando pânico em crianças e funcionários.
Vizinho da Emei, o indivíduo justificou a ação criminosa alegando para funcionárias da Emei que se incomodava com o “barulho” das crianças. Após soltar os primeiros explosivos, o sujeito prometeu voltar para atear novas bombas.
As chamadas bombas do tipo “morteiro” são espécies de rojões ou foguetes de artifício de grande impacto sonoro. No contexto de artilharia, morteiro é um canhão de curto alcance, caracterizado pelo disparo de projéteis (bombas) em trajetórias de arco alto, normalmente para tiro indireto, atingindo alvos não visíveis ou em pontos protegidos, como se fosse uma granada.
Diante da ameaça, a direção da Emei contatou a Polícia Militar através do 190. Rapidamente, a viatura se deslocou até a unidade de ensino; os policiais chegaram a ouvir novos estampidos. A equipe logrou êxito de prender o autor ainda em posse das bombas.
“Foi um horror! Passamos um susto muito grande. A polícia foi magnífica!”, ressaltou ANA FABÍOLA CAMARGO FANTON RODRIGUES, diretora da Emei IV
O criminoso apontou as bombas na direção das janelas das salas de aula da Emei, fator que, juntamente somado ao barulho dos explosivos, deixou as crianças extremamente assustadas; relatos dão conta que os alunos se jogaram ao chão em instinto de proteção. A Emei IV atende alunos na faixa etária de 4 a 6 anos de idade.
Preso em flagrante pela Polícia Militar, o indivíduo foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Bariri, onde a ocorrência foi registrada. Em nota enviada à nossa reportagem, a Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo, confirmou o registro da ocorrência como “atentado contra a vida ou integridade física”.
“Um homem de 23 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira (01), após atirar bombas no pátio de uma escola fundamental, localizada na Rua Miguel de Souza Ribeiro, em Bariri. Policiais militares foram acionados após receberem o chamado da diretora da escola sobre os disparos contra o estabelecimento. O autor foi localizado nas imediações do local e foi detido em flagrante. Não houve vítimas. Dois fogos de artifício foram apreendidos e o caso foi registrado como atentado contra a vida ou integridade física da pessoa na Delegacia de Bariri”, diz o pronunciamento.
No Código Penal Brasileiro, o atentado contra a vida ou a integridade física de alguém pode ser tipificado como homicídio (Art. 121), lesão corporal (Art. 129), ou exposição a perigo (Art. 130 e 132), dependendo das ações do agente e do resultado.
Segundo informações extraoficiais obtidas pela reportagem do Noticiantes, o criminoso foi solto para responder pelo crime em liberdade após passar por Audiência de Custódia. O caso revoltou pais de alunos e munícipes gerando grande repercussão nas redes sociais.
“Um ato de pura crueldade! Não se trata de incômodo com barulho; trata-se de violência contra crianças. Um adulto, consciente de suas ações, escolheu usar morteiro, ou rojão para intimidar crianças. Isso não pode passar em silêncio. A comunidade, a direção da escola e as autoridades precisam agir com firmeza. Crianças não são incômodos. Crianças são vidas; são o futuro. E quem ameaça esse direito básico deve ser responsabilizado”, opinou uma internauta.
Ainda segundo a diretora Ana Fabíola, após o ocorrido, a Polícia Militar intensificou o trabalho de ronda nas dependências da Emei.
Vereadora lembra lei que proíbe soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos com efeito sonoro ruidoso em Bariri
Também em comentário publicado no Facebook do Noticiantes, a vereadora MYRELLA SOARES (União Brasil), lembrou de um projeto de lei de sua autoria, que proíbe a soltura de fogos de artifício e outros artefatos pirotécnicos que causem efeitos sonoros ruidosos em Bariri.
“Existe a lei da proibição desses artefatos. É uma lástima que exista alguém que se dispõe a cometer um crime desses, ainda mais quando se trata de crianças. Inaceitável! Precisamos reforçar a fiscalização; conheço cidades que levam essa questão muito a sério, e efetivam a lei, irei cobrar do poder executivo as devidas providências”, disse Myrella.
Ao criar o projeto de lei, Myrella alegou que o barulho causado pelos artefatos causa grande incômodo em animais, idosos acamados e crianças portadoras de Transtorno do Expecto Autista (TEA).
Aprovada por unanimidade no Legislativo, a lei nº. 17.389/2021, foi sancionada em 2021. O dispositivo proíbe a soltura dos artefatos em todo o território municipal, recintos fechados e abertos, áreas públicas e locais privados. Entretanto, principalmente em dia de eventos esportivos, a prática continua comum em Bariri.
Polícia Civil abre investigação para apurar morte de animais por envenenamento
A Polícia Civil de Bariri está investigando uma sequência de óbitos que vitimiza cães e gatos por envenenamento em diversos bairros do município. A informação foi confirmada à nossa reportagem pelo DELEGADO DR. ANDRÉ FERREIRA.

De acordo com a Associação Focinho Carente, mais de 20 animais perderam a vida ao consumirem alimentos envenenados nos últimos meses. Em caso recente relatado à entidade, o criminoso colocou o veneno, que ao que tudo indica seja chumbinho, em porções de peixe lambari. O gatinho que consumiu a proteína envenenada morreu quase que instantaneamente no bairro Nova Bariri.
As investigações da Polícia Civil já cumpriram diligências no bairro Nova Bariri, onde novos casos foram registrados nesta última semana. No entanto, o trabalho policial ainda se encontra em sigilo.
Um moradora do Parque dos Ipês também acionou o Focinho Carente dizendo que, neste bairro, pelo menos seis gatos surgiram mortos por envenenamento nos últimos dias.
Meio Ambiente orienta tutores a registrarem boletim de ocorrência
Em vídeo institucional e nota enviada à imprensa, a Prefeitura Municipal de Bariri, através do Setor de Meio Ambiente, orientou sobre a importância dos tutores que tiveram animais mortos vítimas de envenenamento, procurarem a Polícia Civil local para formalizarem o registro da ocorrência.
“O envenenamento é crime e as maiores vítimas são animais de rua e aqueles que, apesar de terem tutores, têm acesso a rua. Em razão do grande número de animais, principalmente gatos, encontrados mortos por envenenamento em bairros da cidade, a Prefeitura Municipal de Bariri, através da Secretaria do Meio Ambiente, orienta a população sobre os cuidados com os animais domésticos. Acidental ou intencional, o envenenamento está sendo o responsável pela maioria das mortes de gatos nas últimas semanas. O conhecido chumbinho que, apesar de ser ilegal e ter sua venda proibida, é a arma mais utilizada para o envenenamento de cães e gatos. Infelizmente, os animais vítimas de envenenamento, não sendo atendidos imediatamente, têm poucas chances de sobreviver. Portanto, é importante que, logo após o socorro ao animal, caso o tutor saiba quem é o responsável pelo envenenamento, que registre um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, a fim de que este seja devidamente punido. Fazer o B.O. é a melhor maneira de conseguir resolver o problema. Quanto mais denúncias com o mesmo caso registrado na delegacia, fica mais fácil a polícia investigar e punir o criminoso. Tanto a venda do chumbinho (que é proibida), quanto o envenenamento de animais, são considerados crimes, passível de prisão”, diz a nota.
Nossa reportagem também entrou em contato com SINCLER POLICARPO, chefe do Setor de Meio Ambiente. Segundo ele, desde o primeiro relato de envenenamento em julho, que vitimou um cão comunitário na rua Mário Simonette, o setor realizou fiscalização em estabelecimentos comerciais do município para apurar a venda irregular o agrotóxico Aldicar, popularmente conhecido como “chumbinho”, cuja venda é proibida no Brasil.

No entanto, sem receber nenhuma denúncia especifica, o setor não identificou pontos de venda do produto nos estabelecimentos. Sincler disse que os agentes do Meio Ambiente fizeram a orientação aos comerciantes.
“Foram feitas visitas, porém sem sucesso. Importante foi a orientação ao comércio. Inclusive, pedimos autorização para confecção de cartazes para melhor atingir o comércio ilegal. Logo estaremos colando esses materiais no comércio. Infelizmente é difícil identificar com a fiscalização, por se tratar de comércio ilegal”, completou.
Assaltante preso por roubar padaria também responderá em liberdade

Uma terceira ocorrência policial também causou revolta em Bariri nesta semana. Uma panificadora localizada no bairro Jardim Santo André foi alvo da ação de um criminoso na tarde de terça-feira (02).
Câmeras de segurança e monitoramento flagraram a ação. Utilizando um boné e uma camiseta amarrada na cabeça estrategicamente para cobrir seu rosto, o assaltante pede que a atente passe todo o dinheiro do caixa, fazendo menção de que segurava algum tipo de arma em um dos bolsos da bermuda. A suposta arma, no entanto, não foi exposta. A suspeita é que se tratava de um aparelho celular.
Diante da dúvida da atendente, o criminoso dispara: “Passa o dinheiro que ninguém se machuca”. A mulher obedece ao assaltante, que pega o dinheiro e deixa rapidamente o local. Segundo informações, a Polícia Militar localizou o suspeito e a ocorrência foi apresentada à Central de Polícia Judiciária de Jaú (CPJ). O rapaz foi reconhecido pela vítima.
O criminoso passou por Audiência de Custódia e foi liberado pare responder o processo em liberdade, fator que também revoltou a população. “Não deveriam ter liberado pois ele vai fazer outro assalto. A polícia faz o trabalho deles e a justiça solta. Um absurdo”, indignou-se um internauta.

















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