Crise de comunicação no governo Pegoraro: Vereadores rejeitam criação da função de assessor de imprensa e questionam contratação de agência publicitária; Prefeitura gasta R$ 10 mil para rádio e mais de R$ 14 mil com agência

Crise de comunicação no governo Pegoraro: Vereadores rejeitam criação da função de assessor de imprensa e questionam contratação de agência publicitária; Prefeitura gasta R$ 10 mil para rádio e mais de R$ 14 mil com agência

Airton Pegoraro perdeu mais uma no Legislativo Municipal de Bariri! Na sessão desta segunda-feira (17). Por unanimidade, os nove vereadores rejeitaram um projeto de lei, de autoria do prefeito municipal, que visava criar a função gratificada de Assessor Especial de Imprensa e Comunicação.

“Atualmente, na Prefeitura de Bariri, não existe o emprego de Assessor de Imprensa ou Jornalista, sendo, este papel, executado por um agente administrativo. Sabemos, ainda, que a Assessoria de Imprensa e Comunicação tem um importante papel em administrar a informação para repassá-la de maneira eficaz, por meio de diferentes canais, a toda população”, justificou o prefeito.


Na deliberação da matéria, os vereadores argumentaram que trata-se de um gasto desnecessário; que não tem sentido algum a prefeitura pagar uma pessoa apenas para “tirar fotos” nos eventos públicos.
Na mesma sessão ordinária, o vereador Gilson de Souza Carvalho (PSB), protocolou requerimento questionando os contratos entre a Prefeitura Municipal de Bariri e agências de publicidades.

“Solicito cópia dos contratos das agências de publicidade e propaganda; se foi contratação direta, tomada de preço ou pregão presencial”, pediu o vereador. 


De acordo com o Portal de Transparência da Prefeitura Municipal de Barri, somente no mês de março, liquidou o valor de R$ 14.105,00 para a agência Arkus Propaganda Ltda, com sede em Jaú. 
Também no portal de “Transparência e publicidade”, está lançado o valor que a Prefeitura de Bariri desembolsou para a Rádio Clube FM nos meses de janeiro e fevereiro: foram dois pagamentos mensais de R$ 5 mil, totalizando R$ 10 mil. 
Segundo apurado por nossa reportagem, nos bastidores do governo Airton Pegoaro, existe a informação de que está ocorrendo uma crise interna de comunicação, com reflexos externos. O governo está tendo dificuldade de se relacionar (e se comunicar), tanto com a Câmara Municipal, quanto com a própria população, através da imprensa.
Fato é que muitas decisões internas da administração “vazam” para as redes sociais antes mesmo do anúncio oficial, fator que prejudica a imagem do governo.
Um dos exemplos foi a ordem emitida pela Diretora de Educação, Cinira Mazotti, sobre o novo protocolo de festividades nas escolas. A informação chegou primeiro às redes sociais, causou descontentamento nas mães de alunos da Rede Municipal e fortes críticas. Até o presente momento, nenhuma nota oficial foi publicada pela Diretoria de Educação e o assunto segue repercutindo, com pais confusos sobre as futuras festividades escolares. É justamente esse “silêncio” do governo em meio às polêmicas que “estouram” na internet, que originou a tal crise. 
A dificuldade de se comunicar, interna e externamente, talvez seja a justificativa para o desespero do Executivo em investir o escasso dinheiro público (na atual crise financeira) com rádio e agências de publicidade. A mesma manobra foi vista nos quatro anos da administração Abelardo-Foloni, que também desembolsava altos valores mensais para uma emissora de rádio local, na tentativa de “limpar a imagem” perante a sociedade baririense.