Abelardinho contrata advogada de Jaú que defendeu seguranças do Caso Marques; confira os próximos passos da defesa do ex-prefeito, réu por seis crimes

A vereadora e advogada de Jaú, dra. Daniela Rodrigueiro (PSD), é a atual responsável por defender o ex-prefeito de Bariri, Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), que virou réu na última semana de 2024.
Na oportunidade, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio dos promotores Nelson Aparecido Febraio Junior, Gabriela Silva Gonçalves Salvador e Ana Maria Romano, ofereceram denúncia, na esfera penal, contra Abelardinho.
O processo detalha a participação do ex-prefeito no esquema criminoso de fraudes licitatórias ocorrido desde o primeiro dia de seu mandato, iniciado em janeiro de 2021. A peça jurídica contou com o testemunho dos servidores públicos Celso Carlos Cavalieri, Aparecida Eliana Cardoso Pires, Sincler Aparecido Policarpo e Elder Abel Viana. Abelardo responde pelos crimes de organização criminosa, frustração ao caráter competitivo de licitação, fraude na execução dos contratos, corrupção passiva, coação no curso do processo e roubo.
Até o ano passado, a defesa de Abelardo era realizada pelo dr. André Racy, de Ibitinga. Neste ano, a troca na estratégia da defesa chama a atenção pelo nome de Daniela Rodrigueiro, que ficou conhecida em Bariri em julho do ano passado, durante o extenso julgamento do crime que ficou conhecido na imprensa como “Caso Marques”.
Rodrigueiro defendeu os seguranças acusados de espancar o advogado Luís Henrique Marques na noite de 23 de fevereiro de 2020, em meio ao tradicional carnaval do Umuarama Clube. Internado após as agressões, Marques não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois, no hospital.
Após aproximadamente 10 horas, o desfecho do caso sagrou dra. Daniela Rodrigueiro como vencedora do Tribunal do Juri, uma vez que os jurados concluíram que Eduardo de Araújo Alves, Álvaro Augusto Paleari Junior e Luiz Machado Rocha Filho não cometeram homicídio e que não tiveram a intenção de matar a vítima. A decisão final condenou apenas Eduardo por lesão corporal seguida de morte. A pena de Eduardo (quatro anos) é cumprida em regime aberto. Alvaro e Luiz Machado foram totalmente absolvidos.
Defesa deve arrolar testemunhas
Nove dias antes da Ação Penal em face de Abelardinho ser apresentada, o Gaeco realizou operação de busca e apreensão na casa do ex-prefeito de Bariri, no Jardim Maria Luiza. Com apoio do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), a residência de Abelardinho foi visitada por agentes na manhã do dia 18 de dezembro de 2024.
Segundo apurado por nossa reportagem, o ex-prefeito de Bariri entregou um HD com dados digitais ao Ministério Público. O material ainda não foi devolvido à defesa de Abelardo e, portanto, encontra-se em análise.
Depois que o HD for devolvido, a expectativa é que a defesa arrole 10 testemunhas que serão ouvidas durante o processo.
Diante do rol de provas, o Gaeco estabeleceu multa de R$ 11 milhões por dano ao erário. Abelardo pode ter que devolver o valor milionário aos cofres públicos. Por fim, a promotoria também estabeleceu a perda da função pública do ex-prefeito de Bariri.
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