Vizinhos de casa abandonada na João Lemos denunciam situação insalubre após imóvel ser invadido por moradores de rua e dependentes químicos

Vizinhos de casa abandonada na João Lemos denunciam situação insalubre após imóvel ser invadido por moradores de rua e dependentes químicos

“Nas proximidades de minha residência, especificamente na Avenida João Lemos, 86, nas proximidades da Escola Idalina, uma antiga residência, que se encontrava alugada e atualmente se encontra sem qualquer morador. Diante da ausência de moradores, pessoas em situação de rua arrombaram o portão e portas da casa e houve o estabelecimento de moradia informal no local, que foi saqueado ao longo de meses. Diversas pessoas entram e saem do local diariamente, estando a referida casa servindo de local para o uso de entorpecentes, palco de discussões e brigas entre as pessoas que ali se situam. No último final de semana, um dos homens que ali permanecem, bastante alterado, arremessava pedras no portão da escola durante a noite, causando grande medo na vizinhança.”Ofício endereçado ao Ministério Público e à Prefeitura Municipal de Bariri, em 06 de janeiro de 2025.

 

Vizinhos de um imóvel localizado na Avenida João Lemos, Vila Conceição, não sabem a quem recorrer. Eles alegam que um imóvel em situação de abandono localizado na região, está em situação insalubre ao ter sido invadido por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. 
Os relatos dão conta que os invasores urinam e defecam nas áreas externas do imóvel, gerando um forte mau cheiro que atinge as casas nos arredores e incomoda os moradores. Outra preocupação são produtos de furto e receptação que estariam sendo armazenados no local, além do acúmulo de materiais que servem de criadouros do mosquito da dengue.


Segundo apurado por nossa reportagem, vizinhos já acionaram o Setor de Meio Ambiente, o Setor Social e também a Vigilância Sanitária, mas nenhuma providência foi tomada até o momento. 
No dia 06 de janeiro, uma vizinha elaborou um ofício e encaminhou cópias ao Ministério Público e também à Prefeitura Municipal de Bariri.

“A vizinhança tem visto uma circulação estranha daquelas pessoas com bicicletas e outros objetos, suspeitando-se que podem estar ali depositando bens provenientes de pequenos furtos. A vizinhança se encontra aflita, tendo em vista que o prédio se encontra sendo palco do uso de entorpecentes por diversas pessoas, que ali permanecem ao longo do dia, de forma não permanente, basicamente tendo acesso às rotinas dos moradores vizinhos, que incluem, na casa imediatamente vizinha do local, uma idosa com possivelmente mais de oitenta anos que mora sozinha. Assim, trago os fatos a esta Promotoria de Justiça para que sejam tomadas as medidas pertinentes junto à Prefeitura Municipal e Polícia Militar”, finaliza o documento.


A filha de uma idosa que mora próximo ao imóvel também denunciou o caso ao jornalista Paulinho Camilo, da 91 FM (Sistema Belluzzo de Comunicação).


“Até liguei na prefeitura. A casa foi vendida, mas está sendo habitada só por nóias. A minha mãe está correndo risco de vida. A prefeitura já mandou o pessoal da dengue lá, porque eles estavam defecando no quintal; o cheiro estava insuportável. Já ligamos para a polícia, mas disseram que não podem fazer nada. É um entra e sai de nóias. Tem uma mulher que dorme no fundo da casa com um colchão, enfim. Está uma situação de calamidade pública. Não conseguimos falar com o dono; não sabemos mais o que fazer. Estamos muito preocupados, porque cada dia mais aumenta o entra e sai de nóias. Uma idosa que mora ao lado não estava conseguindo almoçar na cozinha dela, porque eles estavam defecando no corredor. Onde encontrar esse dono? O que a prefeitura pode fazer? Estamos gritando por socorro. Quem mora no local está correndo risco de vida”, diz o relato da pessoa que preferiu não se identificar.