Caso Claudia: Apae Bauru contrata perícia para apurar divergências de gestão de ex-presidente, réu por assassinato de secretária executiva da entidade

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru, contratou uma perícia contábil e financeira para investigar possíveis divergências contábeis e fiscais da gestão de Roberto Franceschetti Filho, preso desde o dia 15 de agosto como principal suspeito da morte de Cláudia Lobo, ex-secretária da instituição.
A medida ocorreu em meio a uma sindicância interna instaurada com o objetivo de apurar possíveis irregularidades financeiras cometidas pelo então presidente da entidade. O delegado responsável pela investigação está orientando o perito designado pelo Ministério Público e pelo Sindicato dos Contabilistas para garantir a transparência das investigações.
Em nota, a Apae disse que embora a perícia ainda esteja em estágios iniciais e os detalhes das apurações estejam sob segredo de Justiça, reafirma seu compromisso com a ética e que a instituição espera em breve poder fornecer mais informações e esclarecimentos precisos sobre o andamento das investigações.
Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tornou réus o ex-presidente da Apae, Roberto Franceschetti Filho, e o ex-funcionário Dilomar Batista.
A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou que Roberto responda pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Dilomar, que trabalhava no almoxarifado da Apae, é acusado de ocultação de cadáver e fraude processual.
O inquérito foi finalizado no dia 10 de outubro e encaminhado ao Ministério Público. No dia 11 de outubro, a Justiça decretou a prisão preventiva de Roberto. Ele permanece preso. Dilomar responde aos crimes em liberdade.
Relembre o caso
Cláudia Regina da Rocha Lobo, de 55 anos, vista pela última vez no dia 6 de agosto. A investigação da Polícia Civil confirmou que ela foi morta na mesma data de seu desaparecimento.
A investigação concluiu que havia uma disputa de poder entre o ex-presidente da Apae e a secretária executiva. Roberto seria, na verdade, subordinado a Cláudia. Supostamente, ela teria colocado o suspeito na presidência da entidade e, depois, ele quis se desvencilhar dela.
As investigações indicam que Cláudia foi morta por um tiro, disparado por Roberto, no carro da entidade, antes de o veículo ser abandonado na região do bairro Vila Dutra.
Após o crime, Roberto teria acionado Dilomar Batista, funcionário do almoxarifado da Apae, a quem ele teria ameaçado para ajudá-lo no descarte do corpo. Dilomar foi ouvido pela polícia no dia 23 de agosto e confessou que ajudou a queimar o corpo de Cláudia sob ameaça de Roberto.
O funcionário relatou que o corpo foi incinerado em uma área de descarte usada esporadicamente pela Apae e disse que, quatro dias depois, voltou para espalhar as cinzas em áreas de mata ao redor do local.
No dia do crime, Dilomar assumiu o veículo que Cláudia dirigia e o abandonou na região da Vila Dutra, de onde ele e Roberto partiram em outro veículo da instituição.
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